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Genética, Manejo e Nutrição, os pilares para formação de um Campeão
Segundo a ONU, em 2050 seremos mais de nove bilhões de habitantes, ávidos por proteína de alto valor biológico (carne, leite e ovos). Em contrapartida, o mundo caminha para um iminente esgotamento territorial, pois é pouco provável que a expansão da área agricultável do planeta atinja níveis superiores a 1% ao ano. Portanto, os aumentos de produtividade e eficiência serão necessários para que o Brasil possa exercer seu papel social dentro do cenário nacional e internacional, que é de produzir alimento.
A Guabi e os 27 criadores de Nelore, participantes do Programa de Melhoramento Genético Nelore Qualitas, estão contribuindo para que o Brasil atinja os objetivos supracitados. O programa de melhoramento Nelore Qualitas vai de encontro com a vocação do país na pecuária de corte, pois avalia animais manejados exclusivamente a pasto. Desta forma, a progênie será criada nas mesmas condições de seus progenitores.
Os animais que participam deste programa são selecionados para características de crescimento, reprodução e funcionalidade. Os touros que se destacam em todas as avaliações em regime de pasto, são posteriormente selecionados e submetidos à prova de eficiência alimentar realizada na Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Os resultados obtidos na avaliação de 2011 foram excepcionais. Após 84 dias confinados, o Ganho de Peso Médio Diário de 120 animais foi de 1,76 kg. O custo médio por arroba produzida no confinamento foi de R$ 52,84, com custo total médio por arroba produzida de R$ 58,58, valor bem inferior a média nacional.
Dentre os animais avaliados, destaque para o Qualitas Jambock, nascido na Fazenda Tambatajá (Alta Floresta - MT), em 10 de agosto de 2009. O touro pertencente a Junqueira Franco Agropecuária foi selecionado dentre 5.000 animais nascidos da safra 2009 para participar da avaliação de Eficiência Alimentar realizada pelo Nelore Qualitas em parceria com a UFG.
Qualitas Jambock obteve o melhor índice de Consumo Alimentar Residual (CAR). Este índice é definido como a diferença entre o consumo real e o predito, baseado no seu peso vivo médio durante a prova e na sua velocidade de ganho de peso. O animal mais eficiente apresenta valor de CAR mais baixo (consumo observado menor do que o predito para o ganho observado). Qualitas Jambock foi destaque por ter apresentado baixo CAR, o que resultou no menor custo total médio da arroba produzida (R$ 51,14). Na prática, propiciará maior lucratividade dos pecuaristas que adquirem suas progênies.
Esta característica será disseminada na pecuária brasileira, visto que 75% do Qualitas Jambock foi vendido a um condomínio formado por pecuaristas e pela central Alta Genetics. A partir de agora o animal permanecerá na central para coleta de sêmen.
Como todos os animais em avaliação genética pela Junqueira Franco Agropecuária, Qualitas Jambock, até os 18 meses foi manejado em regime de pasto, sendo mineralizado com suplementos minerais Guabiphos. Quando em regime de confinamento, na UFG, foi arraçoado com ração formulada a partir do núcleo Guabiphos 25 RM Confinamento AG, também da Guabi.
Qualitas Jambock é a prova que os pilares Genética (Nelore Qualitas e Junqueira Franco Agropecuária), Manejo (Funcionários da Fazenda Tambatajá) e Nutrição (Guabi e UFG) são fundamentais para obtenção de campeões, os quais contribuirão com o estabelecimento de uma pecuária nacional cada vez mais moderna e eficiente.